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Especial · 23º Fórum de Compras & Sourcing

IA como copiloto do comprador: o que a Vibra Energia está automatizando na área de Compras

Painel no Fórum de Compras & Sourcing detalha como tirar o comprador da operação repetitiva da curva C para liberar tempo para análise estratégica — com APIs, robôs e agentes de IA already em produção.

Arena Procurement Ecosystem - B06 de outubro de 2026 às 17:06cobertura assistida por IA, revisada pela redação
Imagem gerada por IA

IA entra na rotina de compras, mas não substitui a leitura crítica

No painel "Como preparar compradores para trabalhar com IA", no palco Arena Procurement Ecosystem, a apresentação trouxe um caso prático de automação aplicado à área de suprimentos de uma grande empresa de energia. O fio condutor foi simples: tirar do comprador o volume operacional da chamada "curva C" — itens de baixo valor e alta recorrência — para que ele possa atuar como "arquiteto de valor" em vez de ficar "apagando incêndio o tempo inteiro".

Shopping online com API e robôs

Um dos exemplos citados foi um canal interno de autoatendimento:

"A gente tem um shopping online que a gente conseguiu colocar. [...] o cliente interno vai lá comprar. Ele pede o acesso e ele pode comprar e o gestor dele aprova no final o pagamento. É tudo robotizado, a gente tem APIs e robôs nesse processo inteiro que ele não precisa sequer lançar o pedido no site."

Para quem desenvolve sistemas de procurement, é um padrão de integração já conhecido — catálogo + aprovação por alçada + execução automatizada —, mas aplicado especificamente para reduzir o atrito manual em compras recorrentes e padronizadas.

Onde a IA já está sendo usada

Segundo a apresentação, a empresa usa IA para analisar should cost, montar planilhas de cost breakdown, fazer equalização de propostas e rodar análise econômico-financeira de fornecedores. Um caso relatado chamou atenção pela simplicidade: uma compradora, sem formação técnica, chamou a área de TI e criou um agente próprio para apoiar essa análise. O recado foi que a barreira de entrada para prototipar esses fluxos tem caído.

A apresentação fez questão de marcar um limite técnico importante:

"O que a IA faz, porque ela apronta, ela mistura informações, não é 100% confiável. Então só vai conseguir passar uma informação fidedigna para frente quem souber fazer."

Ou seja: o modelo mental defendido não é de substituição, e sim de aceleração com checagem humana obrigatória — relatório gerado por IA ainda precisa ser lido por inteiro antes de virar decisão de negócio.

Cinco pilares, um deles é o "copiloto IA"

A estrutura apresentada organiza a capacitação do comprador em cinco frentes: propósito (conectar compras ao valor do negócio), hard skills (TCO, should cost, tabela Krolgic), soft skills (negociação e relacionamento interáreas), copiloto IA, e performance sustentável — esta última inspirada em conceitos de periodização de treino trazidos por outra palestra do evento, aplicados à rotina de trabalho para evitar sobrecarga da equipe.

Por que isso importa para quem constrói software B2B

Para squads que constroem ou integram sistemas de procurement, SRM ou módulos de compras dentro de ERPs, o recado prático é que a demanda não é por IA generativa genérica, mes por agentes verticais e específicos — resumir contratos, cruzar dados de fornecedores, gerar primeira versão de minuta — com trilha de auditoria clara, já que a confiabilidade da saída ainda depende de revisão humana antes de seguir para decisão de compra.

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