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Especial · 23º Fórum de Compras & Sourcing

Summit de fornecedores: o case que transformou saving tático em inovação estratégica

Uma apresentação no Fórum de Compras & Sourcing mostrou como um programa de produtividade com fornecedores saiu da negociação de preço para a co-criação de projetos — com funil estruturado, critérios de seleção e resultado financeiro mapeado entre US$ 3 e 7 milhões.

Arena Procurement Ecosystem06 de outubro de 2026 às 15:17cobertura assistida por IA, revisada pela redação
Imagem gerada por IA

No palco Arena Procurement Ecosystem, a apresentação sobre gestão de fornecedores detalhou um programa interno chamado de "Summit", criado depois que a área de compras percebeu que já tinha esgotado o script tradicional de negociação. Como resumiu a apresentação:

"Negociar, nós já negociamos. Discutir preço, nós já discutimos. Revisar contratos, nós já revisamos. O que mais que nós podemos fazer?"

A resposta foi tratar fornecedores como fonte de expertise, não apenas de custo. A lógica central: "os nossos fornecedores conhecem os produtos que eles fornecem [...] melhor do que nós."

A jornada em oito passos

O programa foi desenhado como um funil replicável:

  1. Escutar os fornecedores
  2. Engajar os de maior spend (500, selecionados entre 5 mil)
  3. Receber submissão de ideias via formulário
  4. Validar internamente com time multifuncional
  5. Selecionar os projetos viáveis
  6. Co-criar a implementação
  7. Reconhecer os fornecedores participantes
  8. Capturar o benefício financeiro

Na última edição, 83 projetos foram recebidos, 40 validados e um grupo de 20 finalistas apresentou propostas pessoalmente em um encontro com 150 participantes.

Critérios de triagem

Para evitar que o programa virasse só uma caixa de sugestões, cada projeto era avaliado por cinco critérios: impacto financeiro, chance de sucesso, complexidade de implementação, escalabilidade no longo prazo e grau de inovação. O exemplo citado — uma redução de custo de matéria-prima que seria irrelevante porque o produto final seria descontinuado em seis meses — mostra por que escalabilidade entrou na equação.

Governança pós-seleção

Para quem constrói ferramentas de gestão de fornecedores, o ponto mais replicável talvez seja a parte operacional: cada ideia validada vira um projeto com dono nomeado, acompanhado em um dashboard global compartilhado via SharePoint, com revisão trimestral de resultado. Sem isso, segundo a apresentação, a empresa "acaba perdendo a oportunidade vinda por parte de um fornecedor."

O resultado reportado: entre US$ 3 e 7 milhões em oportunidades de redução de custo mapeadas, com participação de fornecedores de matéria-prima, logística, equipamentos, serviços e mão de obra. A meta para 2027 é escalar o programa globalmente.

Para times de compras e para quem desenvolve sistemas de SRM (supplier relationship management), o case reforça um padrão de produto: formulário de intake padronizado, comitê de triagem multifuncional, critérios de pontuação explícitos e rastreabilidade por dono/trimestre — estrutura que pode orientar requisitos de workflow em plataformas de gestão de fornecedores.

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