Strategic Sourcing vai muito além de um Bidding Competitivo
Strategic Sourcing vai muito além de um Bidding Competitivo
Publicado em · 3 min de leitura

Para quem ainda não conhece, a metodologia de Strategic Sourcing foi desenvolvida na década de 1980 por uma consultoria internacional em parceria com uma montadora alemã. O objetivo era ambicioso: desenvolver uma base global de fornecedores capaz de suportar a produção padronizada de veículos em diversas plantas ao redor do mundo.
No início dos anos 90, essa mesma consultoria trouxe a metodologia para o Brasil, demonstrando que poderia ser aplicada a qualquer categoria de compra — seja material ou serviço, direto ou indireto. A partir daí, o mercado brasileiro vivenciou uma verdadeira onda de projetos de Strategic Sourcing. Afinal, trata-se de uma metodologia que, quando bem aplicada, gera economias reais — e, por vezes, expressivas — o que naturalmente desperta o entusiasmo de qualquer CFO.
Com o tempo, outras consultorias passaram a adotar o modelo, assim como surgiram empresas especializadas em diferentes etapas do processo de compras, muitas delas oferecendo soluções tecnológicas para potencializar os resultados. Ainda assim, quando aplicada de forma estruturada e estratégica, a metodologia segue sendo uma poderosa aliada em programas de Procurement Transformation. Isso porque a área de Compras, além de lidar com valores significativos no DRE, está diretamente conectada à geração de valor para o negócio como um todo.
No entanto, justamente por seu potencial de gerar ganhos rápidos, há uma tendência a se limitar o Strategic Sourcing a práticas como cotações estruturadas ou biddings competitivos. E aqui está o equívoco: Strategic Sourcing vai muito além disso.
Para alcançar resultados consistentes, sustentáveis e de longo prazo, é necessário acionar uma série de alavancas estratégicas, como por exemplo:
- Custo Total de Propriedade (Total Cost of Ownership – TCO)
- Redução de Complexidade
- Análise de Valor
- Redução da Demanda
- Revisão de Especificações
- Desenvolvimento Conjunto com Fornecedores
- Parcerias Cliente-Fornecedor ao longo da Cadeia de Valor
Essas são apenas algumas das possibilidades. Uma referência prática e bastante útil sobre o tema é o livro Purchasing Chessboard, que estrutura quatro estratégias fundamentais, desdobradas em 16 alavancas e 64 métodos. O diferencial da obra está em sua base: foi construída a partir da prática, e não da teoria — um reflexo do que realmente funciona no dia a dia das organizações.
Hoje, em um cenário em que o acesso ao conteúdo está literalmente na palma da mão — com o apoio crescente de ferramentas de IA — o valor da experiência prática e vivida se torna ainda mais relevante. É essa vivência que permite adaptar a metodologia à realidade de cada empresa.
Por isso, para que uma organização usufrua de todos os benefícios que o Strategic Sourcing pode proporcionar, é necessário promover algum grau de transformação na função de Compras. As bases para isso incluem:
- Estrutura organizacional apoiada nos núcleos de Negócio, Operações e Inteligência
- Gestão por Categorias
- Gestão Estratégica de Fornecedores
- Comitê de Gestão da Cadeia de Valor, integrado com outras áreas estratégicas da empresa
Não é possível transformar a área de Compras em um verdadeiro protagonista na criação de valor para o negócio sem essa integração horizontal e vertical.
A EFESO, consultoria internacional com 45 anos de atuação global, possui vasta experiência nesse tema, atuamos em todos os Elos da Cadeia de Valor — desde Design & Portfólio, passando por Planejamento, Suprimentos, Manufatura até Entrega & Distribuição. Essa abordagem permite não apenas estruturar cada elo, mas também otimizar suas interfaces de forma horizontal. Em paralelo, promovemos também a integração vertical entre o Planejamento Operacional (S&OP) e o Planejamento de Negócios (IBP). Conheça mais sobre este modelo de gestão no site: www.efeso.com.
Não é possível transformar a área de Compras em um verdadeiro protagonista na criação de valor para o negócio sem essa integração horizontal e vertical.
Leia também
- Compras
Copastur LATAM: gestão regional de viagens corporativas para empresas na América Latina e Caribe
Por que Compras deve cotar viagens em um marketplace multiagência? Veja 10 motivos, dados de mercado e um checklist para escolher a plataforma certa.
- Compras
10 motivos para comprar viagens corporativas em um marketplace que compara preços entre agências
Por que Compras deve cotar viagens em um marketplace multiagência? Veja 10 motivos, dados de mercado e um checklist para escolher a plataforma certa.
- Compras
Compliance sem imposição: como a Besox cortou 8% do ticket médio de viagens alinhando incentivos
Na gestão de viagens corporativas, o maverick spend é a regra, não a exceção. O caso Besox mostra que a alavanca mais eficiente para o comprador pode ser o desenho do incentivo, antes do controle.
- Compras
Como reduzir custos com viagens corporativas em 2026: 7 estratégias da Copastur para economizar sem perder eficiência
Descubra 7 estratégias para reduzir custos com viagens corporativas em 2026 usando tecnologia, dados, governança e planejamento sem perder eficiência.





