Gestão de compras e suprimentos pós Covid
Gestão de compras e suprimentos pós Covid
Publicado em · 2 min de leitura
A pandemia gerada pela chegada do Covid 19 trouxe impactos significativos para a economia no mundo inteiro. Só no Brasil, de acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), 37,5% das empresas não financeiras em funcionamento no país em julho de 2020 sentiram as consequências negativas.
A crise forçou uma mudança de abordagem de diversos departamentos, na tentativa de sobrevivência. Para o setor de compras, foi necessário negociar com fornecedores que, afetados pela falta de insumo, aumentaram significativamente os seus valores.
Além disso, itens que nunca haviam antes entrado na lista de aquisições, agora são fundamentais como álcool gel e máscaras, por exemplo. Fora os inúmeros sistemas e ferramentas para tornar viável o trabalho remoto da equipe.
O protagonismo do setor de compras
Todos esses fatores levaram o departamento a um papel de protagonismo dentro das companhias. Segundo Eduardo Multari - Procurement Director da Pfizer, “a gente montou um comitê de crise para gerenciar esse momento. A área de compras participa como um maestro, sendo primordial”, afirma.
E esse foi um grande diferencial entre as empresas que foram muito afetadas e outras que conseguiram sobreviver a esse momento difícil. As equipes que já haviam passado por um processo de transformação digital, certamente saíram na frente.
Porém, quando se fala da digitalização das coisas, é extremamente importante atentar para as pequenas empresas. Nesses casos, quase sempre, o processo de automação é mais lento, e exige investimentos que não podem ser alocados para essa finalidade. A solução então é ter um olhar apurado para os processos internos.
É a hora de voltar para o básico, se organizar o máximo possível. Analisar, entender quais fornecedores são mais alavancáveis… Essas medidas por si só já conseguem trazer uma grande mudança e podem ser um excelente ponto de partida para enfrentar tempos de crise.
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